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terça-feira, 25 de novembro de 2025

COISAS DA VIDA




Quando a lua apareceu

Ninguém sonhava mais do que eu

Já era tarde

Mas a noite é uma criança distraída

Depois que eu envelhecer

Ninguém precisa mais me dizer

Como é estranho

Ser humano nessas horas de partida

É o fim da picada

Depois da estrada começa uma grande avenida

No fim da avenida

Existe uma chance, uma sorte, uma nova saída

Qual é a moral? Qual vai ser o final?

Dessa história...

Eu não tenho nada pra dizer, por isso digo

Eu não tenho muito que perder, por isso jogo

Eu não tenho hora pra morrer, por isso sonho

São coisas da vida

E a gente se olha e não sabe se vai ou se fica...  RITA LEE 


Rita Lee: uma autobiografia I Rita Lee. - I. ed.-São Paulo:

Globo, 2016. 

domingo, 23 de novembro de 2025

“NÃO JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAIS JULGADO.” *


Já nos perguntamos, alguma vez, quantas vezes nos colocamos como juízes das atitudes ou opiniões das pessoas que nos cercam, tomando-nos por senhores da razão e chegando a condenar nelas aquilo que, a nosso ver, são falhas, sem considerar os motivos e razões que as movem?

O pior ocorre quando, não satisfeitos com a falsa condição de juízes a que nos auto elevamos, passamos a realçar e a relatar as falhas e os defeitos alheios, como se, ao enfatizá-los, estivéssemos valorizando as nossas próprias virtudes.

Agindo assim, por pura invigilância, não percebemos o mal que causamos a nós mesmos, pois dificultamos a prática de noções elementares para um convívio salutar — no ambiente familiar ou fora dele — e, em consequência, facilitamos o surgimento de conflitos.

Nesse ponto, perdem-se as noções de caridade, perdão e tolerância para com o semelhante; esvai-se a humildade quando nos julgamos em suposta superioridade; desperdiça-se a oportunidade da sadia prática do silêncio diante das deficiências alheias e, por fim, sobrevém a pior das consequências: a perda da razão.

Se podemos fazer o bem ao nosso próximo — ao menos deixando de julgá-lo — façamo-lo. A prática do bem enche de amor o nosso coração, leva-nos a pensar nos outros antes de nós mesmos e, por certo, faz-nos mais felizes.

Firmemos, em amor, esses bons propósitos, e estaremos mais aptos a receber, em nosso benefício, as poderosas forças sejam do GADU, de Deus, dos bons espíritos etc.

 .


*Mateus 7:1-14                                     Jorge Luiz